O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu investigação para apurar possíveis conexões entre o Corinthians e o Primeiro Comando da Capital (PCC). O procedimento inclui também a análise do uso de cartões de crédito corporativos e relatórios de despesas da presidência do clube entre 2018 e 2025.
A apuração foi motivada por declarações de Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, que afirmou em 14 de agosto que “o crime organizado se infiltrou” no clube e relatou estar sofrendo ameaças. O promotor Cássio Roberto Conserino requisitou esclarecimentos de Fausto Vera, Rodrigo Garro e Talles Magno sobre a hospedagem em um imóvel localizado no bairro Anália Franco, em São Paulo (SP), pertencente a José Carlos Gonçalves, o “Alemão”, citado em outras investigações como integrante do PCC. Os atletas foram chamados apenas como testemunhas, sem suspeita de envolvimento.
Paralelamente, o MP-SP cobra a entrega de documentos relacionados ao cartão corporativo do clube, usados por ex-presidentes. Andrés Sanchez já admitiu ter utilizado o cartão por engano em viagem ao Rio Grande do Norte. O Corinthians enviou inicialmente apenas faturas dos cartões e, posteriormente, relatórios de despesas da presidência. Até a última segunda-feira (15), a promotoria ainda não havia confirmado o recebimento completo da documentação.

