Com forte carga poética e simbólica, o enredo parte da ideia de transformar a avenida em um terreiro. “Nossa proposta é vivenciar o rito, e não apenas narrá‑lo. Apostamos em uma abordagem que valoriza o respeito, a beleza e o reconhecimento de uma fé construída a partir da diversidade cultural que marca a formação do Brasil”, destacam os carnavalescos.
A Umbanda surge, assim, como síntese da convivência entre a fé cristã popular, os saberes indígenas, a ancestralidade africana e os princípios de evolução espiritual herdados do Espiritismo.
Mais do que contar a história da religião ou explicar seus fundamentos, estruturamos o enredo como uma gira, ritual central da Umbanda. Essa escolha dialoga com a própria natureza da religiosidade umbandista, que se transmite menos pela doutrina escrita e mais pela experiência vivida por meio do canto, do gesto, do corpo, do movimento e da ética coletiva.
O projeto do nosso Carnaval 2027 é assinado pelos carnavalescos Júlio Poloni e Rayner Pereira, responsáveis pela concepção artística que levará para o Anhembi a força simbólica de Ogum e o universo espiritual da Umbanda.
Com este anúncio, reforçamos nosso compromisso histórico com temas de impacto cultural e social, levando para a avenida um manifesto de fé, resistência e identidade brasileira.





