O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou as contas referentes ao exercício de 2025 em sessão realizada no Parque São Jorge. O balanço financeiro aponta um déficit de R$ 143,4 milhões no período, além de uma dívida bruta total de R$ 2,7 bilhões.
A votação contou com a participação de 178 conselheiros, com 106 votos favoráveis e 68 contrários. Outros quatro membros, por ocuparem cargos na diretoria, não participaram da decisão.
O presidente Osmar Stabile comentou o resultado após a aprovação das contas e destacou a transparência no processo.
”É normal você ter dentro do Conselho Deliberativo votos a favor e votos contra. Foram colocadas em votação as contas. Fizemos uma coisa que nunca ninguém fez: nós limpamos as contas do Corinthians. Não ficou nada para trás. Tudo o que nós fizemos, o que estava a mais na prestação das contas, foi tirado fora. O que aconteceu hoje foi a realidade nua e crua. Essa é a realidade do Corinthians”, declarou o mandatário ao Globo.com.
Apesar da aprovação, o balanço veio acompanhado de ressalvas por parte do Conselho Fiscal e do Conselho de Orientação (Cori), seguindo apontamentos de auditoria independente. Entre os principais pontos levantados está uma “incerteza relevante” sobre a capacidade de continuidade operacional do clube.
A Comissão de Finanças do Conselho Deliberativo, inclusive, havia recomendado a reprovação das contas, citando fragilidades nos controles internos e divergências em operações financeiras, especialmente relacionadas à Neo Química Arena.
Um dos temas centrais do debate foi a inclusão de uma transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no balanço de 2025, apesar de o acordo ter sido oficialmente assinado apenas em 2026.
A renegociação envolveu uma dívida de R$ 1,2 bilhão com a União, reduzida para R$ 679 milhões após desconto de 46,6%, impactando diretamente os números apresentados.
O balanço financeiro aponta que o Corinthians teve R$ 810,1 milhões em receita operacional líquida, contra R$ 885,3 milhões em despesas.
Com receitas adicionais, como venda de atletas, o resultado operacional ficou positivo em R$ 13,9 milhões. No entanto, após ajustes contábeis, o clube registrou o déficit final de R$ 143,4 milhões.
A dívida total caiu para R$ 2,723 bilhões, sendo R$ 2,081 bilhões relacionados ao clube e R$ 642 milhões ao financiamento da Neo Química Arena.
O período analisado inclui parte da gestão de Augusto Melo e a transição para Osmar Stabile, que assumiu a presidência após o processo de impeachment do antecessor.
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