O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) voltou a solicitar intervenção judicial no Corinthians. Em representação enviada à Promotoria do Patrimônio Público e Social, o promotor Cássio Roberto Conserino questiona a validade da aprovação do balanço financeiro de 2025 e aponta indícios de gestão temerária no clube.
O pedido foi inicialmente divulgado pelo Blog do Macedo, que teve acesso ao documento encaminhado à Justiça.
Segundo Conserino, a reunião do Conselho Fiscal que aprovou as contas ocorreu de forma irregular. O principal ponto levantado é a participação de Haroldo Dantas, que estava afastado cautelarmente da presidência do órgão por conflito de interesses, já que integra o departamento jurídico de empresas ligadas ao presidente Osmar Stabile.
Apesar disso, Dantas participou da reunião, presidiu a sessão e assinou a ata que recomendou a aprovação das contas com ressalvas. Para o MP-SP, o ato seria “nulo de pleno direito”.
O promotor também criticou a atuação do Conselho de Orientação (Cori), que, segundo ele, não reconheceu a irregularidade e não detalhou quais seriam as ressalvas apontadas na análise do balanço, nem apresentou soluções para os problemas financeiros identificados.
Outro ponto destacado foi a postura do Conselho Deliberativo, que teria ignorado recomendações internas da Comissão de Finanças e da auditoria independente da empresa Parker Russell. Mesmo com alertas, o balanço foi aprovado por 106 votos a 98.
As contas de 2025 registraram déficit de R$ 143 milhões e uma dívida total de R$ 2,723 bilhões.
“Iniludivelmente estamos assistindo uma ineficácia sistêmica e institucionalizada dos órgãos de controle do Sport Club Corinthians Paulista que demanda urgente intervenção judicial. Houve uma violação direta da governança exigida pela Lei Geral do Esporte. Enfim, um cenário administrativo caótico e que piora em progressão geométrica”, escreveu o promotor.
O documento agora será analisado pelo Poder Judiciário.
Histórico do pedido
Em dezembro do ano passado, o MP-SP já havia instaurado inquérito para apurar a necessidade de intervenção no clube. À época, Conserino apresentou uma série de argumentos relacionados à gestão e ao uso de recursos internos.
O Corinthians recorreu e pediu a suspensão do processo, enquanto o Ministério Público contestou os argumentos apresentados pela diretoria e manteve o andamento da investigação.
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