Na noite desta segunda-feira (8), Armando Mendonça formalizou o seu afastamento da vice-presidência do Corinthians. O mandatário anunciou a decisão através de uma nota enviada à imprensa. Com isso, questões institucionais e administrativas passam a ficar centralizadas somente no presidente Osmar Stabile.
Armando Mendonça, vale lembrar, foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por supostos crimes de apropriação indébita qualificada, tentativa de apropriação indébita, furto qualificado mediante abuso de confiança e coação no curso do processo em relação ao caso dos desvios de materiais esportivos da Nike, parceira do clube desde 2003. Os Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do clube, se manifestaram no último sábado exigindo a saída de Armando do cargo.
Um grupo de conselheiros e associados do Corinthians chegou a protocolar um pedido de afastamento do dirigente da vice-presidência, mas a Justiça acabou suspendendo o processo disciplinar contra Armando no clube. No comunicado em que anuncia o seu afastamento do cargo, o vice afirma que “faltou transparência ao presidente Osmar Stabile no esclarecimento dos fatos à torcida do Corinthians”.
Além disso, Armando Mendonça voltou a negar que tenha se apropriado dos 131 materiais esportivos citados na denúncia do Ministério Público. Ele ainda ressalta que “62 desses itens jamais deixaram as dependências do Corinthians” e que “o restante foi enviado, de maneira formal, aos funcionários e seguranças da presidência”.
O mandatário, em sua defesa, cita o arquivamento do caso Nike por parte da Polícia Civil, que “não apontou conduta não permitida da sua parte”. Ele também afirma que “não era o responsável pelo controle operacional do almoxarifado do Parque São Jorge ou do controle de estoque do Corinthians”. No manifesto, ele ainda alega “linchamento virtual” e lamenta o vazamento de áudios gravados no segundo semestre de 2025 que supostamente apontam tentativa de intimidação aos responsáveis pela auditoria interna sobre o episódio.
Por fim, Armando Mendonça cita que “paga o preço por ter denunciado as irregularidades cometidas pelo ex-presidente Augusto Melo referente ao Caso VaideBet e apoiado o afastamento do mesmo enquanto outros se omitiram”. Ele finaliza dizendo que sua saída “não é uma comprovação de culpa, mas para preservar sua família e colocar o Corinthians acima de questões e interesses políticos, ressaltando que sua inocência será comprovada pelas autoridades competentes”.





