O dia 18 de agosto ocupa um lugar especial na história do Sport Club Corinthians Paulista. Há exatamente 100 anos, em 1926, o clube adquiria a primeira gleba do terreno que daria origem ao Parque São Jorge, sede que atravessou gerações e se tornou um dos principais símbolos da história corinthiana.
Naquela tarde, o então presidente Ernesto Cassano esteve no 6º Tabelião de Notas de São Paulo para assinar a escritura de aquisição de uma área de 45 mil metros quadrados no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.
O registro foi feito no livro nº 2.328 do cartório. A aquisição representava um passo importante para um Corinthians que havia sido fundado apenas 16 anos antes e começava a construir uma estrutura própria para acompanhar o crescimento do clube.
Cercado pelas águas do Rio Tietê, o terreno passaria por uma transformação ao longo das décadas. O espaço tornou-se a sede social do Corinthians e acompanhou diferentes períodos da história alvinegra, recebendo atividades esportivas, administrativas e sociais.
O local também se consolidou na identidade do clube a ponto de emprestar seu nome a uma das formas mais tradicionais de se referir ao Corinthians: o Alvinegro do Parque São Jorge.
A área abriga ainda o Estádio Alfredo Schürig, conhecido como Fazendinha, palco de diferentes capítulos da trajetória do futebol corinthiano e que permaneceu como casa da equipe durante décadas.
Mesmo depois da inauguração da Neo Química Arena, em 2014, o Parque São Jorge continuou exercendo papel central na estrutura e na memória do clube. É ali que permanece a sede social e administrativa e parte importante do patrimônio histórico do Corinthians.
Nesta terça-feira (18), portanto, o Corinthians celebra um centenário que antecede a própria construção de boa parte das estruturas atualmente existentes no local. A data recorda o ato que, em 1926, colocou oficialmente nas mãos do clube os primeiros 45 mil metros quadrados de sua futura casa.





