Conheça os 33 presidentes da história de 116 anos do Corinthians

Claro. Mantive a reportagem e troquei a tabela pela lista, deixando pronta para WordPress.

Do imigrante que ajudou a fundar um clube de operários ao dirigente que assumiu após um processo de impeachment. Em mais de um século de história, a presidência do Corinthians passou por diferentes gerações, modelos administrativos e grupos políticos.

Considerando também João de Carvalho, que exerceu a função interinamente em 1918, 33 pessoas já chegaram à presidência do Corinthians. O atual mandatário é Osmar Stabile, eleito pelo Conselho Deliberativo em agosto de 2025 para completar o mandato até o fim de 2026.

A lista inclui personagens diretamente ligados a momentos fundamentais da história alvinegra, como Miguel Battaglia, Alfredo Schürig, Vicente Matheus, Waldemar Pires, Marlene Matheus, Alberto Dualib, Andrés Sanchez e os presidentes das conquistas da Libertadores e dos Mundiais.

Todos os presidentes da história do Corinthians

  1. Miguel Battaglia – 1910
  2. Alexandre Magnani – 1910 a 1914
  3. Ricardo de Oliveira – 1915
  4. João Baptista Maurício – 1915 a 1916
  5. João Martins de Oliveira – 1917
  6. João de Carvalho – 1918 (interino)
  7. Albino Teixeira Pinheiro – 1918
  8. Guido Giacominelli – 1920 a 1927
  9. Aristides de Macedo Filho – 1925
  10. Ernesto Cassano – 1926 a 1928
  11. José Tripaldi – 1928
  12. Felipe Colonna – 1929 a 1930
  13. Alfredo Schürig – 1930 a 1933
  14. José Martins Costa Júnior – 1933 a 1934
  15. Manuel Correcher – 1935 a 1941
  16. Mário Henrique Almeida – 1941
  17. Pedro de Souza – 1941
  18. Manuel Domingos Correia – 1941 a 1943
  19. Alfredo Ignácio Trindade – 1944 a 1946 e 1948 a 1959
  20. Lourenço Fló Júnior – 1947 a 1948
  21. Vicente Matheus – 1959 a 1961, 1972 a 1981 e 1987 a 1991
  22. Wadih Helu – 1961 a 1971
  23. Miguel Martinez – 1971 a 1972
  24. Waldemar Pires – 1981 a 1985
  25. Roberto Pasqua – 1985 a 1987
  26. Marlene Matheus – 1991 a 1993
  27. Alberto Dualib – 1993 a 2007
  28. Andrés Sanchez – 2007 a 2011 e 2018 a 2020
  29. Mário Gobbi Filho – 2012 a 2014
  30. Roberto de Andrade – 2015 a 2018
  31. Duilio Monteiro Alves – 2021 a 2023
  32. Augusto Melo – 2024 a 2025
  33. Osmar Stabile – desde 2025

Battaglia e o nascimento do Corinthians

Miguel Battaglia foi o primeiro presidente, escolhido na fundação do Corinthians, em 1910.

O clube nasceu no Bom Retiro, formado por trabalhadores em uma época na qual o futebol paulista ainda tinha forte presença das elites. Battaglia ficou eternizado também pela frase atribuída a ele sobre o Corinthians ser o “Time do Povo”.

Alexandre Magnani assumiu ainda em 1910 e estava na presidência quando o Corinthians conquistou, em 1914, o primeiro Campeonato Paulista de sua história.

Nas décadas seguintes, o clube começou a crescer esportivamente e também patrimonialmente.

Parque São Jorge muda o tamanho do clube

Um dos passos fundamentais aconteceu na década de 1920.

Em 1926, durante a presidência de Ernesto Cassano, o Corinthians acertou a compra da área do Parque São Jorge, no Tatuapé. O terreno tinha aproximadamente 45 mil metros quadrados e permitiu ao clube estabelecer definitivamente uma sede própria.

Alfredo Schürig, empresário e importante colaborador do Corinthians naquele período, posteriormente também chegou à presidência. O estádio localizado dentro do Parque São Jorge acabaria recebendo seu nome.

A aquisição ajudou a transformar o Corinthians de um clube essencialmente de futebol em uma instituição esportiva e social muito maior.

Vicente Matheus atravessa gerações

Poucos dirigentes tiveram tanta influência na história política corinthiana quanto Vicente Matheus.

Ele assumiu pela primeira vez em 1959 e retornaria ao cargo em diferentes períodos, distribuindo suas administrações por mais de três décadas da história do clube.

Matheus estava na presidência em um dos momentos mais emblemáticos do Corinthians: o Paulista de 1977, que encerrou um jejum de quase 23 anos sem títulos importantes.

Também comandava o clube em 1990, quando o Corinthians conquistou seu primeiro Campeonato Brasileiro, derrotando o São Paulo na decisão.

Wadih Helu e dez anos no poder

Entre os diferentes períodos de Vicente Matheus, outro dirigente construiu uma longa passagem.

Wadih Helu comandou o Corinthians de 1961 a 1971, atravessando grande parte do histórico período sem títulos.

Foi durante sua administração, em 1969, que surgiu a Gaviões da Fiel, organizada em um contexto que também envolvia contestação à política interna do clube.

Depois de aproximadamente uma década, Helu deixou o poder e Miguel Martinez assumiu.

Corinthians já teve outra destituição

A turbulência política recente não foi a primeira da história alvinegra.

Miguel Martinez, eleito em 1971, enfrentou forte crise política e financeira e deixou o comando em 1972 em meio a um processo de destituição.

Vicente Matheus retornou à presidência.

Mais de meio século depois, o Corinthians voltaria a atravessar um processo semelhante com Augusto Melo.

Waldemar Pires e a Democracia Corinthiana

Em 1981 começou um dos períodos mais conhecidos da história do clube.

Waldemar Pires chegou à presidência e sua administração abriu espaço para um modelo menos centralizador no departamento de futebol.

Com o diretor Adílson Monteiro Alves e jogadores como Sócrates, Wladimir, Casagrande, Biro-Biro e Zenon, ganhou força a Democracia Corinthiana.

Jogadores passaram a participar de decisões relacionadas ao cotidiano da equipe, enquanto o movimento também se aproximou das discussões sobre a redemocratização do Brasil.

Dentro de campo, o Corinthians conquistou os Campeonatos Paulistas de 1982 e 1983.

Marlene Matheus faz história

Depois de Roberto Pasqua e de uma nova passagem de Vicente Matheus, o Corinthians viveu outro momento histórico em 1991.

Marlene Matheus assumiu a presidência e tornou-se a primeira mulher a comandar o clube.

Ela permaneceu no cargo até 1993.

Dualib: 14 anos e muitos títulos

Em 1993 começou uma das administrações mais longas da história moderna do Corinthians.

Alberto Dualib permaneceu aproximadamente 14 anos na presidência.

Foi um período de enorme sucesso esportivo. O Corinthians conquistou os Brasileiros de 1998, 1999 e 2005, as Copas do Brasil de 1995 e 2002 e o Mundial de Clubes da Fifa de 2000, além de títulos estaduais.

O período também teve grandes parcerias comerciais e financeiras, entre elas Banco Excel, Hicks Muse e, posteriormente, MSI.

O final foi marcado por uma profunda crise política. Em 2007, em meio às investigações envolvendo a administração do clube e a parceria com a MSI, Dualib deixou a presidência.

Naquela mesma temporada, o Corinthians seria rebaixado para a Série B.

Andrés Sanchez abre novo ciclo político

Andrés Sanchez assumiu a presidência em outubro de 2007.

Pouco depois, o Corinthians caiu para a Série B. No ano seguinte, voltou à elite como campeão.

Em 2009, com Ronaldo como principal estrela, conquistou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil. Em 2010, ano do centenário, o projeto para a construção do estádio em Itaquera ganhou forma.

As obras começaram em 2011.

Andrés deixou a presidência naquele ano, mas retornaria para um segundo período entre 2018 e 2020.

Sua eleição também iniciou a era da Renovação & Transparência, grupo que conseguiu manter presidentes ligados ao mesmo campo político no comando do Corinthians durante 16 anos, de 2007 a 2023.

Mário Gobbi e o histórico 2012

Mário Gobbi Filho assumiu a presidência em 2012 e imediatamente viveu uma das maiores temporadas da história corinthiana.

O Corinthians conquistou pela primeira vez a Copa Libertadores, de maneira invicta.

Em dezembro, aproximadamente 30 mil corinthianos viajaram ao Japão para acompanhar o Mundial de Clubes. O Timão derrotou o Chelsea por 1 a 0, com gol de Paolo Guerrero, e conquistou o título em Yokohama.

Durante a administração de Gobbi, em 2014, também foi inaugurado o estádio em Itaquera, atual Neo Química Arena.

Roberto de Andrade e o domínio nacional

Roberto de Andrade assumiu em 2015.

Durante sua administração, o Corinthians conquistou dois Campeonatos Brasileiros, em 2015 e 2017, além do Paulista de 2017.

O título nacional de 2015 veio com uma das campanhas mais dominantes da era dos pontos corridos.

Depois, Andrés Sanchez voltou para seu segundo período na presidência, entre 2018 e 2020.

Duilio fecha ciclo de 16 anos

Duilio Monteiro Alves assumiu em 2021 e permaneceu até o final de 2023.

Sua saída encerrou um ciclo político iniciado com Andrés Sanchez em 2007.

Foram 16 anos consecutivos com presidentes ligados à Renovação & Transparência: Andrés Sanchez, Mário Gobbi, Roberto de Andrade, novamente Andrés e Duilio.

A sequência terminou na eleição de novembro de 2023.

Augusto Melo derrota André Negão

Naquela eleição, Augusto Melo enfrentou André Negão, candidato ligado à Renovação & Transparência.

Augusto venceu por 2.771 votos a 1.413, encerrando o domínio do grupo que estava no poder desde 2007.

Seu mandato, porém, terminaria antes do previsto.

Em maio de 2025, o Conselho Deliberativo aprovou seu afastamento. Em agosto, os associados confirmaram a destituição em votação realizada no Parque São Jorge.

Foram 1.413 votos favoráveis ao impeachment e 620 pela permanência de Augusto Melo.

Stabile assume e vira o 33º presidente

Primeiro vice-presidente, Osmar Stabile assumiu inicialmente de maneira interina após o afastamento de Augusto.

Com a confirmação do impeachment, o Conselho Deliberativo realizou uma eleição indireta em 25 de agosto de 2025 para definir quem completaria o mandato.

Stabile recebeu 199 dos 264 votos, contra 50 de Roque Citadini e 14 de André Castro. Houve ainda um voto em branco.

Ele foi escolhido para permanecer no cargo até o fim de 2026.

Com isso, tornou-se o 33º nome a exercer a presidência na cronologia que também considera João de Carvalho, interino em 1918.

Mais de um século de poder no Corinthians

A lista dos presidentes ajuda a contar a própria transformação do Corinthians.

O clube atravessou a compra do Parque São Jorge, o jejum de quase 23 anos, a Democracia Corinthiana, o primeiro Brasileiro, dois Mundiais, a Libertadores, a construção da Arena e diferentes crises administrativas.

Também teve modelos muito diferentes de exercício do poder.

Alberto Dualib permaneceu 14 anos consecutivos. Vicente Matheus voltou várias vezes ao cargo. Wadih Helu governou durante aproximadamente uma década. Presidentes ligados à Renovação & Transparência permaneceram 16 anos consecutivos no comando.

Agora, o Corinthians caminha para mais uma eleição presidencial, marcada para 28 de novembro de 2026.

Mais de um século depois de Miguel Battaglia assumir a primeira presidência, a disputa pelo comando do Parque São Jorge continua sendo um capítulo fundamental da história do Time do Povo.


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