O Corinthians enviou uma comitiva a Brasília nesta sexta-feira (16) para uma nova rodada de negociações com a Caixa Econômica Federal envolvendo a dívida da Neo Química Arena. A expectativa do clube é avançar na construção de um acordo para reorganizar o pagamento do financiamento do estádio, atualmente na casa dos R$ 640 milhões.
Além de dirigentes alvinegros, representantes da Gaviões da Fiel participam das tratativas. Entre eles estão o presidente da organizada, Alexandre Domênico Pereira, o Alê, e os vice-presidentes Fábio Câmara, conhecido como Fantasma, e Serginho.
A presença da Gaviões está relacionada à possibilidade de inclusão de ações sociais no acordo discutido entre Corinthians e Caixa. A torcida organizada já participa diretamente de iniciativas relacionadas à dívida da Arena, principalmente por meio da campanha de arrecadação criada para auxiliar no pagamento do financiamento.
As conversas em Brasília são uma continuidade das movimentações conduzidas pelo presidente Osmar Stabile. Na quarta-feira (14), durante a apresentação de Clarence Seedorf como novo treinador do Corinthians, o executivo de futebol Marcelo Paz explicou que Stabile não participava do evento porque estava na capital federal tratando justamente das negociações com a Caixa.
Naming rights entram na discussão
Uma das possibilidades analisadas envolve os direitos de nome da Neo Química Arena. Um estudo contratado pelo Corinthians estimou que os naming rights do estádio podem alcançar aproximadamente R$ 70 milhões por temporada.
O número representa uma avaliação de mercado e não uma proposta formal apresentada ao clube.
Entre os modelos discutidos está a utilização de um futuro contrato de naming rights como garantia para a Caixa. Nesse cenário, parte ou a totalidade da receita obtida com os direitos de nome seria destinada durante determinado período à amortização da dívida.
A operação também poderia permitir a liberação de outras receitas geradas pela Neo Química Arena que atualmente estão comprometidas com o financiamento.
O atual acordo de naming rights com a Hypera Pharma, responsável pela utilização da marca Neo Química no estádio, é um dos ativos comerciais envolvidos nas análises sobre a capacidade de geração de receitas da Arena.
Dívida segue em negociação
Outra discussão recente envolveu os cálculos relacionados ao financiamento. Um levantamento elaborado pelo perito Anísio Costa Castelo Branco levantou questionamentos sobre os valores cobrados ao longo dos anos e alimentou discussões sobre a possibilidade de a dívida já ter sido quitada.
Essa hipótese, porém, não faz parte das tratativas conduzidas atualmente em Brasília. Corinthians e Caixa trabalham com a existência do débito e discutem alternativas para reduzir o saldo e estabelecer uma nova estrutura de pagamento.
A Neo Química Arena foi inaugurada em 2014 e o financiamento do estádio permanece como um dos principais compromissos financeiros do Corinthians. A comitiva que viajou nesta sexta-feira busca deixar encaminhado um novo modelo de acordo entre clube e Caixa.
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