Cuiabá pede transfer ban de dois anos e perda do certificado de clube formador do Corinthians

O Corinthians pode enfrentar novas e mais severas punições por causa de suas pendências financeiras. O Cuiabá apresentou uma nova manifestação à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, pedindo que o Timão seja proibido de registrar novos jogadores por dois anos, além de perder o Certificado de Clube Formador.

A cobrança está relacionada aos atrasos no pagamento da dívida pela contratação do volante Raniele, realizada em janeiro de 2024. O Corinthians já está submetido a um transfer ban de seis meses no âmbito da CNRD após deixar de cumprir uma parcela do acordo.

O problema aumentou com um novo vencimento. A parcela de outubro, estimada em aproximadamente R$ 8 milhões, também não foi quitada. O clube já havia deixado em aberto a prestação anterior, de valor semelhante, e acumula cerca de R$ 16 milhões em parcelas pendentes.

Diante da reincidência, o Cuiabá pediu à CNRD a ampliação da punição.

“O Cuiabá requer a prorrogação da vedação à inscrição de novos jogadores pelo prazo de 2 (dois) anos nos termos do Artigo 56, §3º, III do R.CNRD, bem como, complementarmente, o cancelamento do Certificado de Clube Formador do devedor, na forma do Artigo 56, §3º, IV”, diz trecho do documento apresentado pelo clube mato-grossense.

Além do transfer ban e da perda do certificado, o Cuiabá solicita a anulação do plano coletivo de pagamento de dívidas do Corinthians e a abertura de uma investigação pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF).

Pedido ainda será analisado

As punições solicitadas pelo Cuiabá não estão automaticamente aplicadas ao Corinthians. O pedido ainda será analisado pela CNRD, responsável por decidir se acolhe ou não as medidas solicitadas pelo clube mato-grossense.

Uma eventual anulação do plano coletivo também poderia trazer consequências financeiras importantes. Nesse cenário, o Corinthians perderia as condições estabelecidas pelo acordo e as dívidas incluídas no pacote voltariam a seguir suas regras individuais de cobrança, incluindo a incidência de juros.

O plano coletivo foi homologado em abril de 2025 como uma tentativa de organizar aproximadamente R$ 76 milhões em débitos cobrados por clubes, jogadores e empresários.

O acordo prevê pagamentos trimestrais durante seis anos. A cada parcela paga pelo Corinthians, 80% dos recursos são destinados ao credor principal e 20% ao pagamento de honorários advocatícios.

O cumprimento dos vencimentos faz parte das condições para manutenção do plano. Os atrasos consecutivos colocaram o Corinthians novamente sob risco de sanções dentro da CNRD.

Problema para 2027

A situação financeira também interfere diretamente no planejamento esportivo. Com o transfer ban atualmente em vigor, o Corinthians enfrenta restrições para registrar reforços. Caso a CNRD aceite o pedido de ampliação para dois anos, a dificuldade poderá atingir diretamente as próximas janelas de transferências.

Já a eventual perda do Certificado de Clube Formador atingiria outra área estratégica do Corinthians, tradicionalmente reconhecido pelo trabalho realizado nas categorias de base.

Até o momento, não há previsão divulgada para a quitação das parcelas pendentes, enquanto a CNRD ainda precisa analisar as novas solicitações apresentadas pelo Cuiabá.

Alambrado Alvinegro

Seja bem-vindo ao Alambrado Alvinegro! Papo raiz sobre o Coringão, com notícias do Corinthians, informação, opinião e conteúdo diário.

Acompanhe nossos canais:

► Portal: https://alambradoalvinegro.com.br/
► Instagram: https://www.instagram.com/alambradoalvinegro/
► YouTube: https://www.youtube.com/@alambradoalvinegro
► TikTok: https://www.tiktok.com/@alambradoalvinegro
► X: https://x.com/alambrado1910
► Facebook: https://www.facebook.com/alambradoalvinegro

📩 Sugestões de pauta: redacao@alambradoalvinegro.com.br

Conteúdo: On Board 360

Alambrado Alvinegro — Papo raiz sobre o Coringão.

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Ultimos Vídeos youtube...