O presidente Corinthians, Osmar Stabile, decidiu não dar sequência à venda do volante André ao Milan. O mandatário optou por não assinar o contrato que selaria a transferência do jogador ao clube italiano, apesar de o acordo estar bem encaminhado no último sábado. A recusa ocorreu neste domingo e mudou os rumos da negociação.
A proposta do Milan previa o pagamento de 17 milhões de euros (R$ 103 milhões, na cotação atual) por 70% dos direitos econômicos do atleta — sendo 15 milhões de euros fixos e outros 2 milhões condicionados ao cumprimento de metas ainda no Corinthians. Os 30% restantes pertencem ao próprio jogador. Pelo desenho do negócio, o Timão manteria 20% de mais-valia em uma futura venda, e André só viajaria à Itália no meio do ano.
As tratativas foram conduzidas por Marcelo Paz, diretor de futebol do clube, que levou a proposta ao departamento financeiro, onde os valores foram avaliados de forma positiva. O mesmo ocorreu com o técnico Dorival Júnior, que, antes mesmo da semifinal do Campeonato Paulista, manifestou o desejo de manter o volante, argumentando não haver reposição à altura no elenco. A janela de transferências se encerra nesta terça-feira.
Mesmo com o acordo encaminhado, restava a assinatura de Stabile. Ao tomar conhecimento dos números finais, o presidente decidiu barrar a venda. Internamente, a avaliação é de que André vale mais do que o montante oferecido pelo clube italiano.
A repercussão negativa entre torcedores e as declarações públicas de Dorival também influenciaram a decisão. Em coletiva no sábado, o treinador elevou o tom ao comentar a possível saída do jogador, afirmando que o clube precisa “definir o que quer” e deixando claro que não pretende “refazer equipes a todo momento”.
Após a coletiva, Marcelo Paz pediu a palavra para explicar o cenário. O executivo detalhou a proposta do Milan, mas reforçou que não havia negócio fechado, já que a decisão dependia do aval do presidente. Ainda assim, destacou a necessidade de realizar vendas para o cumprimento do orçamento de 2026.





