A Caixa Econômica Federal solicitou ao Corinthians mais tempo para concluir o estudo que definirá o valor dos naming rights da Neo Química Arena. A estimativa é considerada etapa fundamental para que clube e banco avancem na renegociação da dívida relacionada à construção do estádio, atualmente avaliada em cerca de R$ 660 milhões.
O tema foi discutido em reunião realizada na última segunda-feira entre o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, e executivos da instituição financeira. Durante o encontro, representantes da Caixa pediram a ampliação do prazo para finalizar o processo de valuation, que determinará o valor de mercado dos direitos de nome da arena.
Com essa definição, a diretoria alvinegra espera avançar nas negociações para substituir o atual acordo de naming rights e, com isso, criar condições para reduzir ou quitar parte relevante da dívida do estádio.
Atualmente, os direitos de nome pertencem à Hypera Pharma. O contrato assinado em 2020 prevê pagamento de R$ 300 milhões ao longo de 20 anos, o que representa cerca de R$ 15 milhões por temporada, com correção pela inflação.
A atual gestão do clube entende que os valores estão abaixo dos padrões praticados no mercado e, desde o ano passado, busca empresas interessadas em assumir o naming right da arena em um novo acordo. Desde setembro, a multa para rescindir o vínculo com a Hypera Pharma é estimada em cerca de R$ 50 milhões.
Internamente, parte da diretoria avalia que uma renegociação dos naming rights poderia aproximar o Corinthians da quitação da dívida da arena. No entanto, qualquer avanço nas tratativas depende da conclusão do valuation por parte da Caixa.
O próximo compromisso do Corinthians será nesta quarta-feira, contra o Coritiba, às 21h30, na Neo Química Arena, pela rodada do Campeonato Brasileiro Série A.





