O técnico Dorival Júnior afirmou neste domingo que não se sente pressionado no comando do Sport Club Corinthians Paulista após o empate por 1 a 1 com o Santos Futebol Clube, na Vila Belmiro, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro Série A.
Em entrevista coletiva depois do clássico, o treinador destacou o trabalho realizado desde que assumiu a equipe e reforçou que mantém contato frequente com a diretoria.
“É só fazer um levantamento do jeito que eu peguei o clube e como está hoje. Se for negativo, dou a mão à palmatória. Sou tranquilo, faço o meu trabalho. Estou diariamente com o Marcelo e com o presidente conversando. A partir do momento que eles definirem que o ideal não é minha permanência, não é motivo para postergar isso”, afirmou, citando o executivo de futebol Marcelo Paz e o presidente Osmar Stabile.
O treinador também criticou a pressão constante sobre técnicos no futebol brasileiro e disse que prefere focar apenas no trabalho do dia a dia.
“É muito estranho isso no Brasil, é por isso que estamos sempre na contramão do que acontece no futebol mundial e a gente não aprende. Isso, para mim, sou muito sincero. Dou pouca importância, me preocupo com o meu trabalho”, acrescentou.
Dorival voltou a afirmar que não se sente ameaçado no cargo e tratou as especulações como parte do debate público em torno do clube.
“Isso é para vocês terem assunto. Quero o bem do Corinthians, não quero o mal. Foi algo que eu falei? Se foi, eu mantenho porque quero bem do Corinthians”, disse.
O treinador também comentou declarações recentes sobre negociações de jogadores e afirmou que suas falas ajudam a valorizar atletas no mercado.
“A minha fala foi muito importante para o mercado porque deu um recado que não venderemos por qualquer preço. O Corinthians tomou a decisão correta. No São Paulo, falei do Beraldo, no Santos falei do Gabriel Barbosa e os clubes não se arrependeram. Os clubes venderam por mais do dobro do valor que era falado”, detalhou.
Dorival ainda explicou sua ausência na reunião entre líderes de torcidas organizadas e jogadores no CT Joaquim Grava, na última sexta-feira.
“Eu não estava no CT porque não sabia que aconteceria. Tinha exames marcados, acompanhei parte do treinamento e fui embora faltando alguns minutos. Não sabia que aconteceria, já aconteceu em outros clubes, não fujo desse tipo de compromisso. Não teve agressão, não teve nada de desleal. É o ideal? Não é o ideal, mas às vezes faz parte do que estamos vivendo”, explicou.
Por fim, o treinador analisou o clássico e destacou que o Corinthians conseguiu controlar boa parte da partida na Vila Belmiro.
“Foi um jogo que controlamos praticamente dos quinze minutos até o fim. Buscamos ter um ímpeto maior, acelerando a troca de passes, buscando infiltrações. Foi uma partida difícil de se jogar, muito truncada, muito disputada. Nós sofremos ao longo do período”, concluiu.





