Gaviões da Fiel entra na briga pelo título do carnaval 2026 com tema indígena

A Gaviões da Fiel apresentou o enredo “Vozes Ancestrais Para Um Novo Amanhã” no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo (SP), levando à avenida uma homenagem aos povos indígenas e uma mensagem de preservação ambiental. Ligada à torcida do Corinthians, a escola foi a quarta a desfilar na madrugada de domingo (15) e cumpriu o tempo regulamentar, com apresentação de 1h03.

O desfile destacou a relação dos povos originários com a natureza, em contraste com a destruição ambiental ao longo da história. Sabrina Sato desfilou como rainha de bateria, enquanto a ministra Sonia Guajajara participou como destaque em um dos carros alegóricos.

Entre os elementos visuais, chamou atenção a floresta representada em tons de azul, mantendo a tradição da escola de não utilizar o verde, em referência ao Palmeiras. O resultado do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo será divulgado na terça-feira (17).

Batizado de “O Templo dos Sonhos”, o abre-alas abriu o desfile com a representação das visões de um xamã, retratando uma floresta imaginária onde homens e animais convivem em harmonia. A alegoria traduziu um cenário idealizado de equilíbrio entre humanidade e natureza, reforçando a proposta de valorização dos povos indígenas e da preservação ambiental sob a ótica criativa do carnavalesco.

Com 73 metros de comprimento, 22 metros de altura e dividido em 3 partes, o abre-alas foi o maior carro alegórico do Carnaval. No topo, um gavião gigante coroou a estrutura, que utilizou cerca de 4.500 litros de água nos 2 primeiros módulos para ampliar o efeito cênico. Até os animais seguiram a identidade visual: o jacaré-açu, de coloração escura, substituiu o verde tradicional das matas, mantendo distância simbólica da cor associada ao rival do Corinthians.

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