Luto no basquete: ídolo do Corinthians e lenda mundial, Oscar Schmidt morre aos 68 anos

O basquete brasileiro entrou de luto nesta sexta-feira (17). Ídolo histórico do Sport Club Corinthians Paulista e referência mundial da modalidade, Oscar Schmidt morreu aos 68 anos após sofrer um mal-estar e receber atendimento médico em São Paulo. A causa da morte ainda não foi confirmada.

Conhecido eternamente como “Mão Santa”, Oscar deixa um legado que atravessa gerações — dentro e fora das quadras — e também um capítulo marcante na história do basquete corinthiano.

Protagonismo e título nacional com o Timão

Mesmo após uma carreira consolidada internacionalmente, Oscar escreveu uma das páginas mais importantes do basquete do Corinthians nos anos 1990. O ala vestiu a camisa alvinegra entre 1996 e 1997 e rapidamente assumiu o papel de líder técnico e símbolo da equipe.

Logo em sua chegada, conduziu o Timão à conquista do Campeonato Brasileiro de Basquete de 1996, último título nacional da modalidade do clube. Com atuações decisivas e sua característica capacidade de pontuar em momentos cruciais, o camisa 14 transformou a equipe em protagonista do cenário nacional.

O impacto foi tão grande que o ex-jogador foi eternizado na Calçada da Fama do Memorial Corinthians e Poliesportivo, reconhecimento reservado a nomes que ajudaram a construir a identidade vencedora do clube também fora do futebol.

O maior pontuador da história do basquete

Natural de Natal (RN), Oscar construiu uma carreira profissional que atravessou 25 temporadas e acumulou números quase inalcançáveis. Ele encerrou a trajetória como maior pontuador da história do basquete mundial, com impressionantes 49.703 pontos.

Pela Seleção Brasileira, disputou cinco Olimpíadas consecutivas e tornou-se o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Entre suas atuações mais lembradas está a partida contra a Espanha nos Jogos de Seul-1988, quando anotou 55 pontos — recorde em uma única partida olímpica.

O momento mais emblemático com a camisa do Brasil aconteceu no ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando liderou a histórica vitória sobre os Estados Unidos em plena casa adversária.

Reconhecimento internacional e legado eterno

Oscar também conquistou o bronze no Mundial de 1978 e três títulos do Campeonato Sul-Americano com a Seleção. Em 1991, foi eleito um dos 50 maiores jogadores de basquete pela FIBA e, em 2010, entrou para o Hall da Fama da entidade, consolidando seu status entre os gigantes do esporte mundial.

Nos últimos anos, conviveu com um tumor cerebral diagnosticado em 2011. Após diferentes tratamentos ao longo da década seguinte, optou por encerrar as sessões de quimioterapia em 2022.

Um ídolo que marcou o Corinthians e o Brasil

Mais do que recordes, Oscar Schmidt deixa um legado de competitividade, carisma e paixão pelo esporte. No Corinthians, ajudou a manter viva a tradição vencedora do basquete alvinegro e tornou-se símbolo de uma geração que viu o Timão voltar ao topo nacional.

A “Mão Santa” se despede das quadras definitivamente, mas permanece eterna na memória da Fiel e na história do basquete brasileiro.

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