Com contrato válido até junho de dois mil e vinte e seis, Memphis Depay indicou que a permanência no Corinthians depende menos do campo e mais de alinhamento institucional. Em entrevista ao ex-atacante Romário, o camisa dez afirmou que ainda não foi procurado pela diretoria para tratar de renovação e destacou a necessidade de conversas objetivas sobre gestão, estrutura e planejamento do clube.
“O Corinthians e eu temos que nos sentar à mesa, estou super aberto. Temos que discutir isso, o equilíbrio entre o que é possível por conta da situação do clube, da diretoria e da estrutura”, afirmou o jogador, ao tratar do futuro. Segundo ele, o debate não se resume a valores, mas passa por organização e visão de longo prazo. “Atualmente, você vê no Brasil outros clubes gastando muito dinheiro em jogadores. Há seis ou sete anos, eles não faziam isso. Quando digo estrutura, digo pessoas que possuem um plano para dez, quinze anos.”
Durante a entrevista, Memphis reforçou o tamanho esportivo e simbólico do Corinthians, elogiou a torcida e comparou o impacto do clube ao de gigantes europeus, mas voltou a apontar problemas nos bastidores. Para o atacante, disputas internas e interesses políticos limitam o potencial de crescimento. “O Corinthians é um dos maiores clubes, um dos que mais geram receitas, mas ao mesmo tempo perde muitas receitas. Qual é o problema? Não quero expor tudo, mas sei muita coisa. Quero ajudar”, disse.
Apesar das críticas, o holandês evitou se colocar como agente político e afirmou que sua função principal segue sendo dentro de campo. Ainda assim, deixou claro que o ambiente fora dele influencia decisões futuras. “Nunca tive problemas com a política. Não quero me envolver com isso, sou um jogador de futebol. Você me contrata para fazer o meu trabalho”, declarou, antes de completar que, quando questões internas forem resolvidas, o clube terá condições de alcançar um patamar inédito em termos esportivos e de impacto global.





