O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, foi alvo de um protesto na madrugada desta sexta-feira (14), quando torcedores colocaram faixas no portão de sua residência pedindo a saída do dirigente e uma intervenção judicial no clube. A manifestação, assinada pelo coletivo Pixadores da Fiel (PDF), também apresentou a mensagem “Acabou a paz” em meio ao aumento da pressão política sobre a atual gestão alvinegra.
O protesto acontece dias depois de a diretoria decidir encerrar as negociações para a renovação de Memphis Depay. Após meses de conversas, o Corinthians optou por não seguir com o novo vínculo alegando questões financeiras. O atacante neerlandês contestou a maneira como o processo foi conduzido e indicou que poderá recorrer à Justiça para cobrar valores que considera devidos pelo clube.
Uma das cobranças envolve cerca de R$ 42 milhões previstos no acordo anterior. Considerando juros, multa e correção monetária, o montante pode chegar a aproximadamente R$ 77 milhões. O estafe de Memphis também avalia cobrar a multa rescisória prevista na negociação do novo contrato, estimada em US$ 20 milhões, cerca de R$ 103 milhões.
A situação ganhou novos contornos após a informação de que Memphis chegou a assinar a versão final do documento encaminhado durante as negociações, antes de o Corinthians recuar e decidir não concluir a renovação. O episódio aumentou a pressão sobre Osmar Stabile e sua diretoria.
O presidente afirmou que a decisão de não renovar com Memphis foi motivada pela situação financeira do Corinthians. Nos bastidores políticos, porém, opositores da atual administração relacionam o desfecho também à influência de conselheiros e associados do Parque São Jorge.
A cobrança sobre Osmar Stabile não está restrita ao caso Memphis. O Corinthians convive com três transfer bans ativos, dívida superior a R$ 2,7 bilhões e inquéritos conduzidos pelo Ministério Público.
Com as faixas colocadas em frente à residência do presidente, o protesto amplia a pressão externa sobre a gestão. Além do pedido pela saída de Osmar Stabile, os responsáveis pela manifestação defenderam uma intervenção judicial no Corinthians e sinalizaram a continuidade das cobranças contra a administração do clube.





