Stabile afasta culpados por crise do Corinthians: “A culpada é a bola, que não está entrando”

O presidente Osmar Stabile pediu união no Corinthians após a derrota por 3 a 2 para o Vasco, no sábado (24), em São Januário.

Com o Timão dentro da zona de rebaixamento e sem vencer há dez partidas pelo Campeonato Brasileiro, o dirigente evitou apontar responsáveis pela crise dentro de campo e atribuiu parte dos resultados à falta de eficiência da equipe.

“Temos que trabalhar todos juntos, os atletas, o Seedorf, o departamento técnico, o diretor de futebol, para sairmos desta situação. Não existe culpado, a culpada é a bola, que não está entrando. Contra nós, toda bola entra”, disse.

A declaração foi dada depois de uma derrota especialmente dolorosa para o Corinthians. O time conseguiu virar o confronto diante do Vasco no segundo tempo, com gols de Gustavo Henrique e Matheus Bidu, mas sofreu a virada nos minutos finais e perdeu por 3 a 2.

O resultado manteve o Corinthians com 33 pontos após 32 rodadas e levou a equipe à zona de rebaixamento. A partida também marcou a estreia de Clarence Seedorf oficialmente à beira do campo.

Além do momento esportivo, Stabile voltou a abordar os problemas financeiros enfrentados pela atual administração. Segundo o presidente, aproximadamente R$ 200 milhões foram destinados ao pagamento de transfer bans e tributos atrasados.

“Peguei no último ano, o clube em uma situação difícil. Tivemos aquela ‘herança maldita’ que recebemos, vários transfer bans que tivemos que pagar. Isso não justifica, mas passamos por esta situação. Gastamos quase 200 milhões em transfer bans e impostos atrasados. Atrasamos alguns para podermos colocar em dia agora. Fora isso, pagamos também à Caixa Econômica Federal, que tirou muitos recursos do Corinthians e dificultou muito os pagamentos que teríamos que fazer agora”, declarou.

A situação financeira se tornou um dos principais problemas enfrentados pelo clube durante a temporada. Além das dívidas e das punições relacionadas a débitos no mercado da bola, o Corinthians convive com atrasos em compromissos com o próprio elenco.

Stabile afirmou que a diretoria continua buscando novas receitas para cumprir as obrigações assumidas pelo clube e citou também recursos relacionados ao Regime Centralizado de Execuções (RCE).

“Trabalho das oito horas da manhã até meia-noite para buscarmos recursos. Tem compromissos, tem transação, dinheiro da RCE. Temos que buscar vários recursos para pagarmos os compromissos que foram assumidos. Sabia da situação e resolvi enfrentar”, finalizou.

Dentro de campo, a necessidade de reação é imediata. Restam seis partidas para o Corinthians tentar escapar do rebaixamento, sendo três na Neo Química Arena e três fora de casa.

O primeiro compromisso será na sexta-feira (30), às 20h, contra o Mirassol, em Itaquera, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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