Além da denúncia criminal, a Promotoria solicitou à Justiça o bloqueio de R$ 721 mil em bens de Osmar Stabile. O objetivo, segundo o pedido, é assegurar eventual devolução ao Corinthians do valor que teria sido utilizado na contratação.
O MP também pede que Stabile pague R$ 540,8 mil em indenização por danos morais. A Promotoria sustenta que o episódio teria provocado abalo institucional e reputacional ao Corinthians.
Entre as medidas cautelares solicitadas está a proibição de Stabile acessar as dependências do clube. O Ministério Público também quer impedir o dirigente de manter contato com testemunhas e outros dirigentes corintianos.
Outro pedido é a suspensão do exercício de qualquer função associativa, especialmente da representação institucional do Corinthians. Caso a Justiça acolha a medida, Stabile ficaria impedido de participar de reuniões, negociações e atos administrativos relacionados ao clube.
A Promotoria ainda solicitou que o presidente seja proibido de deixar o Brasil sem autorização judicial e de realizar viagens nacionais superiores a oito dias sem autorização da Justiça.
A investigação que resultou na denúncia foi aberta em agosto após questionamentos apresentados por sócios do Corinthians sobre a contratação da empresa.
O caso ocorre enquanto o Ministério Público conduz outra investigação envolvendo serviços de segurança contratados pelo Corinthians. Essa apuração trata de outra empresa e investiga possíveis irregularidades em contrato firmado para prestar serviços ao clube.
Agora, a denúncia contra Osmar Stabile será submetida à Justiça, que decidirá se existem elementos suficientes para abrir uma ação penal. Até essa decisão, o dirigente não é réu no processo.
Osmar Stabile ainda poderá se manifestar sobre as acusações e contestar os elementos apresentados pelo Ministério Público.